segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Interligados – Aden Stone e a Batalha contra as Sombras


Nome: “Interligados – Aden Stone e a Batalha contra as Sombras”

Autora: Gena Showalter

Nº de Páginas: 448

Editora: Universo dos Livros

Sinopse: “A maioria das pessoas de 16 anos de idade têm amigos. Aden Stone tem quatro almas humanas que vivem dentro dele. Um pode viajar no tempo. Um pode levantar os mortos. Um pode prever o futuro. E outro pode possuir outro humano. Todo mundo pensa que ele é louco, essa é a razão pela qual ele passou sua vida inteira entre instituições para doentes mentais e reformatório. Tudo isso está prestes a mudar. Durante meses Aden tem tido visões de uma menina bonita – uma moça que carrega segredos antigos. Uma menina que quer salvá-lo ou destruí-lo.”


***Este livro ainda não se encontra traduzido em Portugal, foi lido em Português do Brasil***

Opinião: Gena Showalter é uma escritora americana, que sempre se considerou uma apaixonada. Ávida leitora de romances vendeu o seu primeiro manuscrito aos vinte e sete anos e hoje em dia já tem mais de 30 obras publicadas. Conjugando nas suas histórias humor, perigo e sensualidade, as suas obras são consideradas pelos críticos como absolutamente fascinantes.

“Intertwined”, traduzido em português do brasil como “Interligados”,  foi editado inicialmente em 2009 e dá início a uma saga, que nos apresenta o jovem Haden Stone, mais conhecido como Aden, que tem uma estranha particularidade. Este jovem tem quatro almas a viver dentro dele, três do sexo masculino e uma do feminino, Caleb, Julian, Elijah e a figura maternal, que sempre os tranquiliza e arranja uma solução sensata, Eve. Se não bastasse este pormenor, que levou a que Haden se metesse em muitos sarilhos, tendo sido considerado um delinquente, tendo inclusive passado por várias instituições psiquiátricas e encontrando-se de momento numa espécie de Casa de Correcção, estas almas possuem diferentes poderes, que o colocam em diferentes sarilhos. Julian tem o poder de fazer levantar os mortos, Elijah pode prever a morte, Eve consegue viajar no tempo e Caleb pode possuir o corpo de outra pessoa somente com um toque.

Elijah que tem a particularidade de prever a morte, um dia prevê que Aden se irá cruzar com uma rapariga, que será certamente importante para ele, o que leva a que este jovem deseje com todas as suas forças vir a conhecê-la. Quando um dia se coloca num sarilho por causa de Julian, Aden pensa ver a rapariga das visões e fará de tudo para a conhecer. Será realmente a rapariga das visões? Que papel terá ela na sua vida? Será ele capaz de terminar com esta sua estranha particularidade?

Confesso que fiquei desde logo rendida à fantástica sinopse, que me prometia uma obra original e cativante e a verdade é que a obra não desilude nesse aspecto. Penso que nos encontramos perante uma obra muito particular, onde nos são apresentados vampiros, lobisomens, fadas, duendes, fantasmas, bruxas, demónios e Aden com a sua estranha particularidade, possuindo todos estes seres aspectos diferentes, tendo em conta as obras que li até ao momento do género. Os vampiros são transformados de uma forma muito singular, contendo uma hierarquia entre si, com deveres e objectivos inerentes a cada cargo que ocupam. Os lobisomens foram transformados de forma similar aos vampiros e têm algumas diferenças, tendo por base outras obras que já li destes seres, transformando-se em lobos e não em seres com garras e dentes descomunais, sendo simplesmente um pouco maiores do que os lobos normais, e têm a particularidade de conseguirem, através da cor da aura das pessoas, saber o que as mesmas estão a sentir em determinado momento.

Neste volume, destinado a um público jovem-adulto, somos apresentados a personagens bastante humanizadas, com receios e sonhos característicos, com um passado que as define e as molda, sendo um dos aspectos mais positivos que encontrei nesta obra. Aden foi dado para a adopção com 3 anos e desde então é considerado um delinquente e portador de distúrbios mentais devido à sua estranha particularidade. Quando jovem receia muito abrir-se com as pessoas, explicar o que se passa dentro de si, o que leva a que tenha qualquer amigo e que várias pessoas sintam medo ou mesmo ódio por ele. Nesta obra vemos Aden a criar amizades, a descobrir o verdadeiro significado da palavra amor, a compreender que apesar de ser incómoda a sua particularidade, que se tentou contornar com exorcismos, feitiços e orações, já se encontra de tal modo enraizada nele que a sua vida sem uma daquelas almas nunca poderia voltar a ser a mesma.

Relativamente às restantes personagens, Mary Ann, uma das jovens que se cruza na vida de Aden, é órfã de mãe e desde esta perda se tornou mais calma e com um único objectivo, tornar o pai feliz e orgulhoso dela. Com um carácter bastante vincado, com objectivos bem delineados e tendo em mente os passos necessários para os alcançar, Mary Ann terá um papel fundamental na trama e na vida de Aden, desde que se vêem pela primeira vez e algo de muito estranho acontece.

Quanto aos restantes elementos da trama, gostei de ambos os personagens que partilham o dia-a-dia com Mary Ann e Aden, foi um prazer conhecê-los, o seu passado, as suas particularidades e os seus sonhos. É graças a estas duas personagens que temos a possibilidade de vivenciar vários momentos ternurentos e também de acção, por isso foram igualmente personagens marcantes, que certamente não deixarão o leitor indiferente.

No que se refere a aspectos negativos existem alguns aspectos que poderia apontar, mais concretamente a previsibilidade da trama, existem muitos momentos em que os acontecimentos são bastante previsíveis, o que retira um pouco a magia à leitura e senti também que, por vezes, faltou um pouco de fluidez nos diálogos, contudo não sei se será devido à obra em si ou se devido à tradução a que tive acesso.

Numa escrita acessível, sem dar azos a grandes descrições, Gena Showalter apresenta-nos uma história original, repleta de acção e mistério, polvilhada com momentos mais ternurentos, onde a amizade e o amor são uma realidade.


Avaliação: 3/5 (Gostei!)

Outras obras da escritora, com opinião no blogue:

domingo, 29 de setembro de 2013

O Sorriso das Mulheres


Nome. “O Sorriso das Mulheres”

Autor: Nicolas Barreau

Nº de Páginas: 292

Editora: Quinta Essência

Sinopse: “Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain. Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida. Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais. Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor – um misterioso e esquivo inglês – morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance. Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado…”

Opinião: Nicolas Barreau, filho de mãe alemã e pai francês, nasceu em 1980, em Paris, e formou-se em Literaturas Românticas e História na Sorbonne. Inicialmente trabalhou numa livraria da Ribe Gauche na sua terra natal, até que momentos mais tarde decidiu dedicar-se à escrita. O escritor, que acredita no destino e que tem um gosto especial pela culinária, define-se como sendo tímido, reservado, não apreciando aparecer em público. Os seus três primeiros volumes foram publicados inicialmente por uma pequena editora alemã e rapidamente se tornaram um sucesso, especialmente “O Sorriso das Mulheres”.

“O Sorriso das Mulheres”, que foi publicado inicialmente em 2010 e no ano passado em Portugal, apresenta-nos uma jovem, Aurélie Bredin, que é proprietária de um pequeno e acolhedor restaurante, “Le Temps des Cerises”, no centro de Paris. Quando o seu namorado Claude a deixa de um momento para o outro, Aurélie que sempre encontrou refúgio na sua cozinha, não consegue deixar de se sentir angustiada. É neste estado de espírito que esta jovem entra numa livraria e, apesar de não apreciar muito ler, acaba por adquirir um livro que lhe chama a atenção, “O Sorriso das Mulheres”. Quando chega a casa devora o livro numa só noite e qual não é o seu espanto quando percebe que a heroína da história foi inspirada em si mesma. Com esta estranha coincidência e sentindo que aquele livro a salvou, decide conhecer o escritor, Robert Miller, e para esse efeito contacta o editor que publicou o romance, André Chabanais, contudo a missão demonstra-se praticamente impossível. Portadora de uma persistência inabalável, Aurélie não desistirá facilmente de encontrar o autor, porém nem tudo correrá como ela desejará.

Após ter acompanhado algumas opiniões que mencionavam que esta era uma obra perfeita para descontrair, não exigindo muito do leitor e conseguindo arrancar-lhe sorrisos com alguma facilidade, fiquei bastante curiosa com a mesma e a verdade é que a obra não desiludiu. É, sem dúvida, uma obra simples, óptima para passar uma boa tarde na sua companhia, contendo algumas mensagens.

Nesta obra é exposta a importância da leitura, a forma como uma obra é capaz de auxiliar o seu leitor de diversas formas, em diferentes estados de espírito. Sendo igualmente defendido que nem tudo o que parece ser à primeira vista o é verdadeiramente; que, por vezes, acalentamos alcançar algo com uma perseverança tal, que não percebemos que mesmo à nossa frente se encontra a felicidade e que embora a vida seja feita de altos e baixos se olharmos com atenção temos sempre uma ou outra razão para voltar a sorrir.

Através da perspectiva de Aurélie intercalada com a de André temos a possibilidade de conhecer estas duas personagens, que graças a uma obra se encontram e iniciam uma aventura em comum. Penso que as personagens não são particularmente inesquecíveis, mas não deixam de ser agradáveis e de nos proporcionar uma história ternurenta. Aurélie é uma jovem batalhadora, persistente e que dificilmente desiste daquilo em que acredita e do que ambiciona. Sem muita sorte ao amor, acaba por se refugiar num livro como forma de esquecer essa traição e toda a sua vida muda. É difícil não nos sentirmos ligados a esta personagem, mais não seja por este aspecto, a forma como é defendido que quando nos encontramos mais em baixo, a literatura se torna uma forma de escape e é capaz de nos ajudar das mais variadas formas. Quanto a André é um homem inteligente, trabalhador, que acabará por se apaixonar por Aurélie e que de tudo fará para que a mesma se interesse por ele e esqueça o esquivo escritor inglês por quem parece ter criado uma pequena obsessão.

Numa escrita simples e fluída, Nicolas Barreau apresenta-nos uma história óptima para descontrair, que nos transporta para as ruas e restaurantes de Paris, encontrando-se repleta de amor, ternura, algumas mentiras, perdão e recomeços. Efectivamente esta é uma história bastante previsível, desde o início que sabemos como as coisas se irão desenrolar e como a obra terminará, porém a verdade é que não nos deixa de agradar acompanhar a forma como estas personagens se conhecem e como os acontecimentos se desenvolvem a partir desse momento.

Em suma, “O Sorriso das Mulheres” mostrou ser uma obra previsível, mas ao mesmo tempo ternurenta, capaz de me arrancar alguns sorrisos, óptima para descontrair e passar uma tarde chuvosa na sua companhia.


Avaliação: 3/5 (Gostei!)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Rumores


Nome: “Rumores”

Autora: Ana Godbersen

Nº de Páginas: 288

Editora: Editorial Presença

Sinopse: “A trilogia «Princesas de Nova Iorque» prossegue com Rumores, o segundo volume que promete, à semelhança do primeiro, muito glamour, rebeldia, mentiras, segredos e escândalos. Ambientado dois meses mais tarde do que em Rebeldes, Nova Iorque de 1899 é o mesmo palco de fundo para a intriga. Nos meses cada vez mais frios do final do ano, a cidade ainda chora a perda da sua «princesa» favorita, Elizabeth Holland. Mas as atenções também se voltam rapidamente para quem irá ocupar o seu lugar no coração de todos. Diana, a irmã de Elizabeth irá confrontar-se com a ambiciosa e pouco escrupulosa Penélope na conquista de Henry Schoonmaker, o solteiro mais cobiçado da cidade. À medida que a linha entre amizade e rivalidade continua a revelar-se cada vez mais ténue para as duas raparigas, Nova Iorque prepara-se para assistir a nova torrente de escândalos envolvendo a nata da sua sociedade. Especialmente quando certos rumores do passado ameaçam comprometer o futuro de todos os envolvidos…”

Opinião: Anna Godbersen é uma escritora americana, que viu em 2007 a sua obra de estreia, "Rebeldes", ser editada, dando início à série “The Luxe”. O segundo volume desta quadrologia, “Rumores,” foi lançado inicialmente em 2008 e um ano depois na língua de Camões.

Destinada a um público mais jovem, esta obra embrenha-nos novamente na sociedade do final do Século XIX em Nova Iorque, onde nos são apresentadas quatro jovens muito diferentes entre si, uma jovem rebelde, que tenta a todo o custo destacar-se pela diferença e sem receio de lutar por aquilo em que acredita; uma criada repleta de ambição e de vontade de igualar as jovens com mais posses, tentando a todo o custo mostrar que com um pouco de dinheiro também ela se poderá tornar uma senhora; uma jovem encarada pela sociedade como um exemplo de virtude e amabilidade e, por último, uma jovem ambiciosa, que não vê a meios para atingir fins.

Iniciei esta leitura sem conter grandes expectativas, por um lado por não ter ficado absolutamente rendida ao anterior volume desta saga, apesar de ter apreciado a leitura, e, por outro, porque me tinham dado alguns spoilers da obra, o que me suscitou algum interesse, mas ao mesmo tempo comprometeu um pouco a leitura, pois já sabia o que se iria passar futuramente. Contudo, apesar de saber alguns dos desenvolvimentos e de estar constantemente à espera que algo se passasse, a verdade é que a obra não deixou de me surpreender. Neste volume constatamos as consequências das escolhas tomadas no anterior volume, observamos os jogos de poder, onde cada uma destas personagens tenta alcançar aquilo que deseja, umas por dinheiro, outras por amor. Numa sociedade onde a aparência é tudo e onde é essencial salvaguardar a inocência e a amabilidade para evitar escândalos, este volume encontra-se repleto de intrigas, amor, mentiras e escândalos abafados.

No que se refere às personagens, no anterior volume havia defendido que não apreciava sobremaneira a personagem Elizabeth, porém neste volume cativou-me pela forma como aprendeu a viver de uma forma diferente à que estava habituada, pelo amor que nutria pelos que mais lhe diziam, pela sua simplicidade e força. Quanto a Diana continuo a gostar da sua forma de ser, livre e descontraída, contudo penso igualmente que é uma personagem algo impulsiva e que deveria pensar mais vezes nas consequências dos seus actos antes de agir, pois actos irreflectidos poderão trazer-lhe futuramente alguns dissabores. No que se refere a Penelope Hayes é daquele género de personagens de quem rapidamente sentimos animosidade, pela sua falsidade, pela forma como não vê a meios para atingir fins, não se importando de alcançar os seus objectivos à custa do sofrimento dos outros envolvidos. Quanto a Linda Broud encontra-se a tentar entrar na sociedade aos poucos e tenta igualmente vários estratagemas para o conseguir. Pessoalmente penso que é um jogo muito perigoso aquele que ela enceta e algo me diz que tem uma grande probabilidade de vir a correr mal.

Numa escrita acessível e fluída, Anna transporta-nos para os salões de baile, para os jantares, repletos de glamour, onde as aparências são a base de tudo, mostrando-nos que a vida é feita de momentos e que devemos aproveitar cada dia como se fosse o último, pois não sabemos o que se passará de seguida; que o amor nem sempre é suficiente para que uma relação vingue, pois a vida é um aglomerado de acontecimentos e que nem tudo o que parece ser à primeira vista o é efectivamente.

Em suma, “Rumores” foi um livro agradável, repleto de intriga, glamour, mentiras, com uma pitada de amor, sendo capaz de surpreender o leitor por diversas vezes. Acredito que se não me tivesse sido contado alguns dos desenvolvimentos da obra, teria apreciado mais a sua leitura e que teria deixado uma marca mais duradoura em mim, pois penso sinceramente que este volume se encontra melhor do que anterior, mais não seja por as personagens nos tocarem na sua generalidade, ao contrário do que aconteceu em “Rebeldes”.


Avaliação: 3/5 (Gostei!)

Outras obras da escritora, com opinião no blogue:

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Site Revista Bang! [Divulgação - Saída de Emergência]



A revista Bang! é publicada de quatro em quatro meses pela Saída de Emergência, que se dedica ao género Fantástico, sendo distribuída gratuitamente, através das lojas Fnac, em Portugal. Desde Setembro deste ano, também no Brasil poderá ser lida esta revista gratuitamente, que teve o seu primeiro volume distribuído na Bienal do Livro do Rio de Janeiro e espera-se que brevemente se encontrem um pouco por todas as livrarias brasileiras.

Devido a serem lançadas poucas revistas por ano, a editora decidiu criar um site onde poderão ser lidas novidades, o trabalho que é realizado na revista, entre outros aspectos. Também nesta plataforma poderão encontrar as edições em ebook das revistas que já foram lançadas.

Segredos de Sangue


Nome: “Segredos de Sangue”

Autora: Charlaine Harris

Nº de Páginas: 288

Editora: Saída de Emergência

Sinopse: “Depois de suportar tortura e a perda de entes queridos durante a breve mas mortífera Guerra dos Fae, Sookie Stackhouse sente-se magoada e furiosa. O único elemento positivo da sua vida é o amor que acredita sentir pelo vampiro Eric Northman. Mas este está sob olhar atento do novo rei vampiro por culpa do relacionamento de ambos. Enquanto as implicações políticas da revelação dos metamorfos começam a ser sentidas, a ligação de Sookie a um lobisomem específico arrasta-a para uma questão perigosa. Além disso, sem saber, apesar de os portais para Faery terem sido fechados, restam alguns fae no mundo humano... E um deles está zangado com Sookie. Muito, muito zangado.”

***Pode conter spoilers dos anteriores volumes da saga***
Opinião: Charlaine Harris é uma escritora de romances de mistério, que vive no Sul do Arkansas com o seu marido, três filhos, dois cães, dois furões e um pato. A Saga Sangue Fresco que teve o primeiro volume lançado em 2001 e oito anos mais tarde em Portugal, teve o seu último volume editado no presente ano e já se encontra traduzido em português.

“Segredos de Sangue” lançado inicialmente em 2010 e um ano depois na língua de Camões, apresenta-nos novamente as peripécias de Sookie Stackhouse, que no anterior volume havia passado pela provação de perder algumas pessoas de que gostava, tal como diversas mazelas físicas. O aspecto positivo é que se encontra com Eric Northman, com quem se encontra a viver uma verdadeira história de amor, contudo a trama adensa-se quando Eric recebe a visita particular de uma pessoa que já não via há muito tempo e que teve durante muito tempo um papel essencial na sua existência. Enquanto isto, os metamorfos encontram-se a sofrer as consequências de terem admitido a sua existência e apesar de os portais para os Faery terem sido bloqueados, alguns ainda permaneceram na Terra, o que irá colocar a vida em Sookie em risco.

Esta saga foi uma das primeiras que tive o prazer de conhecer quando comecei a ler por prazer e que rapidamente me cativou, contudo tenho sentido em alguns volumes uma certa saturação na trama, em que são poucas as revelações efectuadas tanto sobre o mundo em si, como da vida das nossas personagens. Este foi um volume que se poderia chamar coloquialmente como “enche chouriços”, pois embora haja alguns momentos de acção, são muito poucos os desenvolvimentos e sentimos, infelizmente, que este volume não trouxe praticamente nada de novo à história. São-nos apresentadas as consequências dos actos do anterior volume e temos a possibilidade de conhecer o criador de Eric e a sua “prole”, mas poucos mais são os desenvolvimentos.

Relativamente às personagens, gostei de perceber que Jason se está a transformar numa pessoa mais responsável, astuta e amiga. Foi igualmente positivo conhecer o mestre de Eric, a sua história de vida, de como transformou o outro vampiro que concebeu e o que levou a esta criação. Tal como gostei de presenciar os momentos vividos entre Sookie e Eric, que finalmente se encontram juntos e felizes, embora estejam sempre a acontecer peripécias que colocam em causa a vida a dois.

Numa narrativa contendo alguns momentos de acção, mistério e suspense, Charlaine Harris apresenta-nos numa escrita simples, uma história que não contém muitos ingredientes novos, somente alguns desenvolvimentos sobre o mundo vampírico, enredando-nos igualmente no mundo de lobisomens, fadas e metamorfos.

Em suma “Segredos de Sangue” é um volume que não nos traz nada de novo e que não é capaz de nos surpreender, denotando-se claramente alguma saturação na história. Tenho alguma expectativa que os seguintes sejam melhores, algumas opiniões que li dos restantes volumes levam-me a crê-lo, e que me façam esquecer este e o “Sangue Felino”, que foram, para mim, dos piores volumes da saga.

Avaliação: 2/5 (Está Ok!)

Outras obras da escritora, com opinião no blogue:

  

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Imagem [Divulgação]


Nome: "A Imagem"

Autor: Joel G.Gomes

Nº de Páginas: 436

Editor: Edição de Autor

Sinopse: "Sequela de "Um Cappuccino Vermelho"

Lucas vive preso à sua rotina, sempre receoso de que o menor deslize atraia atenção indesejada para si e para os segredos que esconde. Durante muito tempo, Lucas consegue manter um perfil discreto, mas tudo ameaça mudar quando se depara com uma imagem surgida do nada.

Apesar do modo bizarro como a imagem aparece, aquilo que o inquieta realmente é o que esta representa. Ignorando os presságios, Lucas tenta retomar a sua rotina, mas as perguntas estão colocadas e enquanto não encontrar as respostas que precisa não conseguirá ter paz."


Sobre o autor: "Nascido no Barreiro há quase trinta e dois anos (conforme o momento em que esteja a ler isto), Joel G. Gomes reside actualmente na Moita. Lê desde que aprendeu e escreve desde que uma professora de Português o desafiou a escrever uma história de duas páginas. Entregou-lhe um maço de 18 páginas com direito a duas sequelas. Desde então tem feito o seu percurso de escrita com os inevitáveis altos e baixos. Formou-se em Escrita para Audiovisual e Multimédia na ETIC e em Técnicas de Informação, Comunicação e Documentação no CFP de Tomar. Frequentou diversos workshops, alguns relacionados com escrita, mas não todos.
Trabalhou vários anos na Biblioteca Municipal da Moita, onde foi responsável pelo Sector de Audiovisuais. A sua última experiência de trabalho levou-o a percorrer Portugal de norte a sul como membro da exposição itinerante "Viva a República! ...em digressão". A aventura de percorrer Portugal deu origem a um livro e poderá originar outras ideias.

Entre os vários projectos que tem planeados para este ano encontram-se várias curtas e longas-metragens para terminar ou para rever, assim como um segundo romance também para rever. Neste momento está a escrever o seu terceiro romance e a acertar os últimos detalhes para lançar o seu primeiro romance intitulado Um Cappuccino Vermelho."

Opinião da primeira obra no blogue:


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Harry Potter e o Cálice de Fogo


Nome: “Harry Potter e o Cálice de Fogo”

Autora: J. K. Rowling

Nº de Páginas: 591

Editora: Editorial Presença

Sinopse: “Harry Potter nem quer acreditar na sua sorte! Afinal não vai ter de aturar os Dursleys até ao início do seu quarto ano em Hogwarts. Graças à taça Mundial de Quidditch vai passar os últimos quinze dias de férias na companhia dos Weasleys e do seu amigo Ron. Mas a verdade é que nem tudo vai correr pelo melhor para o nosso herói. Quando Harry começa a sentir a sua cicatriz a doer terrivelmente, sabe que Lord Voldemort está de novo a rondá-lo e a ganhar poder. A marca da morte, que apareceu no céu, não pode significar outra coisa... Entretanto, este é um ano muito especial para Hogwarts, pois é lá que se irá realizar o célebre Torneio dos Três Feiticeiros, no qual Harry vai desempenhar um papel decisivo e que quase lhe irá custar a vida!! Pela segunda vez, Potter vê-se frente a frente com Voldemort, e ele sabe que o maior desejo do poderoso senhor das trevas é vê-lo morto...
Outro livro maravilhoso!”

Opinião: J. K. Rowling é uma conceituada escritora, que se tornou famosa com a Saga Harry Potter. Segundo notícias recentes, Rowling irá estrear-se futuramente como argumentista numa nova série de filmes inspirados num dos livros escolares usados pelos alunos de Hogwarts, “Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los”, editado inicialmente em 2001.

“Harry Potter e o Cálice de Fogo”, quarto volume da saga Harry Potter, editado inicialmente em 2000, contou com mais de 55 milhões de cópias vendidas por todo o mundo. Neste volume Harry Potter encontra-se de férias em casa dos Dursleys quando recebe a fantástica notícia de que irá passar os últimos quinze dias de férias com os Weasleys, uma vez que irá assistir com os mesmos à Taça Mundial de Quidditch. Contudo, nem tudo irá correr bem durante estes últimos dias, pois a cicatriz que tem na testa irá doer-lhe bastante e durante o jogo aparece a marca da morte, o que só poderá significar que Lord Voldemort se encontra próximo e cada vez mais poderoso. Entretanto quando retomam a Hogwarts, Harry e os seus companheiros terão uma surpresa, pois o conceituado Torneiro dos Três Feiticeiros irá novamente ser realizado, após ter sido abolido durante alguns anos, e no qual Harry irá desempenhar um papel crucial, que poderá colocar a sua vida em jogo.

Um dos aspectos que se denota desde a primeira página deste volume centra-se no amadurecimento claro da escrita, comparativamente com as anteriores obras. Este facto vem fortalecer a ideia que havia defendido nas anteriores opiniões da saga, que uma das mais importantes características desta fantástica escritora, se centra na forma como molda a sua escrita consoante a faixa etária a que as suas obras se destinam. Neste volume Harry já conta com 14 anos e tal como o mesmo amadurece enquanto pessoa e feiticeiro, também a narrativa sofre alterações, tornando-se mais madura, dando azos a mais descrições que nos deliciam, ou não fosse o mundo de Harry Potter uma autêntica caixinha de surpresas.

Este volume surpreendeu-me de uma forma que, tenho de confessar, não esperava. Como nunca tinha tido a possibilidade de ver a adaptação cinematográfica deste volume, não sabia como se iriam processar os acontecimentos e, por esse mesmo motivo, deliciou-me completamente os sentidos, desde o Jogo da Taça Mundial de Quidditch, ao Torneiro dos Três Feiticeiros. Fui completamente arrebatada com as descrições do ambiente, dos novos seres que nos foram apresentados, tal como de objectos mágicos, fascinando-me com a sua originalidade e pelas emoções fortes que todos os acontecimentos me transmitiram.

Apreciei igualmente saber da existência de outras escolas de magia, sobre as particularidades da escola e dos seus alunos, tal como o modo como vieram a interagir com os alunos de Hogwarts. Graças a estes alunos e ao Torneiro dos Três Feiticeiros somos presenteados com algumas revelações sobre os nossos personagens e com momentos absolutamente fantásticos, repletos de acção e emoções.

Relativamente às personagens, o nosso trio continua fantástico, arrebatando-nos com as suas traquinices, picardias e amizade incondicional. A Hermione continua a demonstrar-nos a sua inteligência, perspicácia, sendo capaz de desvendar qualquer mistério e auxiliando Harry em vários momentos. O Ron é um rapaz de ideias fixas, um pouco ciumento, mas um amigo tremendamente leal, capaz de tudo pelos que mais ama e é sempre um prazer poder conhecê-lo um pouco melhor. Quanto a Harry neste volume, denota-se um desenvolvimento na sua personalidade, pelas provações que passa neste volume e também por acontecimentos do passado, sendo igualmente um menino muito especial, leal, forte, com um sentido de justiça tremendamente vincado. Neste volume descobre que é capaz de vários feitos, descobrindo as suas potencialidades e que com força de vontade e perseverança é capaz de ultrapassar qualquer barreira, até feiticeiros mais fortes e com muito mais conhecimentos do aqueles que pensa conter.

No que diz respeito às restantes personagens, adorei saber mais sobre Hagrid, o seu passado, a sua família e os seus receios. É, sem dúvida, uma pessoa absolutamente fantástica e ficamos desejosos que tudo lhe corra de feição, pois sentimos que merece ser feliz e que ninguém lhe cause qualquer dano. Apreciei igualmente saber mais sobre Dumbledore, de presenciar a sua força, sensatez, amabilidade e, ao mesmo tempo, a sua fibra em defender o que é em certo e as pessoas dignas dessa protecção. Quanto à família Weasley, também gostei muito de a conhecer melhor, mais concretamente os irmãos mais velhos de Ron, sobre as suas personalidades e profissões, tal como adorei entender um pouco melhor Sirius, que é um personagem absolutamente fantástico, que mostrou ser essencial para Harry, para a sua sustentabilidade, e que sinto que será essencial futuramente. Por último, não poderia deixar de mencionar Cedric Diggory, que mostrou ser um rapaz atencioso, inteligente, apaixonado e íntegro, que tem um papel de destaque neste volume e de quem sentimos facilmente apresso, apesar de ser rival do nosso amigo Harry.

Numa escrita fluída, cativante, dando azos a algumas descrições. J. K. Rowling não desilude neste volume, apresentando-nos uma história cativante e original, repleta de acção, mistério, amor, sendo também polvilhada com um certo toque negro, que certamente nos seguirá no seguinte volume e que nos prepara para algo maior.

Em suma, o quarto volume desta saga é um livro repleto de revelações, suspense, mistério, capaz de nos surpreender constantemente e que veio reforçar quão especial é J. K. Rowling, como a mesma sabe conquistar e arrebatar o leitor, maravilhando-o com um mundo soberbo, numa luta incessante entre o bem e o mal de uma forma de cortar a respiração. Aguardo com bastante expectativa o seguinte volume desta saga, que será certamente das minhas próximas leituras.

Frases a reter: “Se queres conhecer o carácter de um homem, vê como ele trata os seus inferiores, não os seus iguais.”


Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)

Outras obras da escritora, com opinião no blogue:

  

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Manhãs Gloriosas


Nome: “Manhãs Gloriosas”

Autora: Diana Peterfreund

Nº de Páginas: 250

Editora: Quinta Essência

Sinopse: “Notícia de última hora: a ambiciosa produtora televisiva Becky Fuller é despedida de um programa matinal de Nova Jérsia e a sua carreira começa a parecer tão deprimente como a sua vida amorosa.
Desesperadamente necessitada de um emprego, mas ainda assim cheia de um optimismo sem limites, Becky promete assentar bem os pés na terra e depara-se com uma oportunidade no Daybreak, um programa matinal que é gravado em Nova Iorque. Os péssimos níveis de audiência são apenas a ponta do icebergue: os produtores executivos raramente sobrevivem ao intervalo publicitário seguinte e as câmaras antiquadas deviam estar num museu.
Prometendo ao director da cadeia televisiva que é capaz de reverter a espiral descendente, Becky faz ao lendário apresentador Mike Pomeroy uma oferta que, por contrato, ele não pode recusar. Acrescente Pomeroy com êxito à equipa, mas ele recusa-se a participar nas reportagens mais lamechas de Daybreak e em rubricas sobre celebridades, meteorologia, moda e artesanato. Além do mais, antipatiza imediatamente com a sua igualmente difícil co-apresentadora, Colleen Peck, e tempos vencedora de um concurso de beleza.
A única alegria na carreira de Becky é Adam Bennett, um colega produtor maravilhoso, mas a alucinação de Daybreak vem dificultar o seu incipiente romance. À medida que a química entre Mike e Colleen no ar se torna mais explosiva a cada dia, Becky é forçada a lutar para salvar a sua vida amorosa, a sua reputação, o seu trabalho, e, finalmente o próprio Daybreak.”

Opinião: Diana Peterfreund formou-se na Universidade de Yale em 2001, em Geologia e Literatura, o que levou a que a família a questionasse se o seu sonho seria escrever “livros sobre pedras”. A autora, que foi estilista, modelo e crítica gastronómica, lançou a sua primeira obra em 2006, “Sociedade Secreta de Raparigas”, que dá início a uma tetralogia.

“Manhãs Gloriosas” foi editado inicialmente a Janeiro de 2010 e traduzido para Português em Novembro do mesmo ano. Neste volume somos apresentados a Becky Fuller uma produtora televisiva de um programa matinal de Nova Jérsia, quando a mesma é despedida. Becky começou um estágio na empresa e rapidamente subiu hierarquicamente na mesma, acabando por deixar de lado a ida para a universidade, uma vez que o programa lhe dava tudo aquilo que sempre ambicionou ser e fazer. Contudo, quando pensa que irá ser promovida, acaba afinal por ser despedida. Não tendo qualquer curso académico, Fuller terá uma grande batalha pela frente até conseguir arranjar novamente um emprego. É nesta rede de desespero que acaba por ir a uma entrevista para o Daybreak, um programa matinal de Nova Iorque, que tem níveis de audiência péssimos, equipamentos desactualizados, sendo que os produtores executivos não permanecem muito tempo no seu cargo. Becky acaba por aceitar este emprego, apesar do ordenado diminuto e promete ao director da cadeia televisiva que será capaz de mudar o rumo do programa matinal. Será realmente Becky capaz de reverter o declínio do canal e ainda encontrar um verdadeiro lar nesta cidade desconhecida?

Tenho de admitir que não tinha conhecimento deste livro e nunca tive a possibilidade de ver o filme, tendo sido graças à campanha levada a cabo pelas revistas Caras, Tvmais e Telenovelas que o conheci e adquiri. Iniciei esta obra esperando uma obra leve, que me permitisse alguns momentos de descontracção, polvilhados com algumas gargalhadas. Contudo, apesar de ser uma obra levezinha, lendo-se relativamente rápido, mostrou ser uma daquelas obras que não nos trazem nada de novo e que no fim sentimos que nem gostámos nem deixámos de gostar, deixando-nos uma memória em certa medida agridoce.

Confesso que achei a obra bastante previsível, desde o início que sabemos qual será o desenvolvimento dado a este canal e às nossas personagens, o que levou a que a obra não se tornasse tão cativante quanto seria de se esperar. Outro aspecto que não apreciei foi a forma como as personagens se encontram estruturadas, não tendo conseguido sentir-me completamente ligada a nenhuma, sendo que a nossa personagem principal foi aquela que menos me disse, por estranho que possa parecer.

Todavia, nesta leitura também houve alguns momentos dos quais gostei, as situações vivenciadas entre os apresentadores do Daybreak, as suas picardias, as suas exigências, que por vezes me faziam rir com o descabimento de muitos dos pedidos, tal como gostei de poder presenciar como se geriam os programas, a forma como todo o grupo fazia ir para o ar todos os dias o programa matinal.

Numa narrativa fluída mas deveras previsível, Diana Peterfreund apresenta-nos uma obra muito levezinha, que não exige muito do leitor, apresentando-nos personagens que necessitavam de ser melhor estruturadas, de modo a que o leitor conseguisse sentir-se verdadeiramente ligado às mesmas.

Em suma, “Manhãs Gloriosas” mostrou ser uma obra leve, que se leu numa assentada, mas que infelizmente não me perdurará na memória por muito tempo.


Avaliação: 2/5 (Está OK!)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

TAG Alfabeto Literário (2)



Foi-me oferecido outro TAG Alfabeto Literário, desta vez pela simpática Lia do blogue Viajar pelos Livros. Obrigada uma vez mais por te teres lembrado de mim. :)

O objetivo é encontrar na estante cinco livros que comecem pelas 5 letras escolhidas pela pessoa que nos indicou. (Os artigos não contam; por exemplo, Os Jogos da Fome contam como J.) 

As letras que a Lia escolheu para mim foram:


A S E J F 

A:

"Amor & Enganos" de Julia Quinn
Já havia lido alguns Romances de Época, porém foi graças a Julia Quinn e à série Bridgerton que aprendi a apreciar verdadeiramente o género. Portadora de personagens reais e cativantes, onde reina o amor e o humor, Julia Quinn é, sem dúvida, a rainha do género.

S:

"Sonho Febril" de George R. R. Martin
Este é um dos meus livros preferidos, juntando a escrita e imaginação sublime de Martin e um mundo que tanto gosto, o mundo vampírico. Neste volume somos apresentados a personagens bastante bem caracterizadas, uma história de cortar a respiração, que certamente agradará aos amantes deste género de livros.

E:

"(O) Exorcista" de William Peter Blatty
Este é um dos melhores livros de terror que já tive o prazer de ler, com uma história arrepiante, que nos coloca a pensar em que momento termina a imaginação e começa a realidade. Com personagens reais e cativantes, com descrições soberbas, esta obra mostrou ser bastante real e completamente enebriante.


J:

"(O) Jogo do Anjo"
Apesar de só ter lido duas obras do escritor, Zafón tornou-se num dos meus escritores de eleição, pela sua escrita sublime, pela forma fantástica como narra as suas histórias, pelo que é com expectativa que aguardo a possibilidade de poder embrenhar neste volume, que ainda não tive a possibilidade de ler.


F:

"(A) Filha da Minha Melhor Amiga" de Dorothy Koomson
Já tive o prazer de ler três livros da escritora, mas este é, sem dúvida, o meu preferido dela. Gostei muito da história que se propôs a contar, da sua escrita ternurenta, que conjuga de forma perfeita momentos mais humorísticos com momentos de maior drama, sendo capaz de nos tocar profundamente.

Como esta TAG já me havia sido conferida e a tinha passado na altura, deixo o convite a todos os que visitarem o blogue e se sentirem tentados, a responder ao mesmo. :)

sábado, 7 de setembro de 2013

Frases Mágicas (16)


“I read because one life isn't enough, and in the page of a book I can be anybody." - R. Peck

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Nómada


Nome: “Nómada”

Autora: Stephenie Meyer

Nº de Páginas: 826

Editora: Edições Gailivro

Sinopse: “Melanie Stryder recusa-se a desaparecer.
O nosso Mundo foi invadido por um inimigo invisível. Os Humanos estão a ser transformados em hospedeiros destes invasores, com as suas mentes expurgadas, enquanto o corpo permanece igual.
Quando Melanie, um dos poucos Humanos "indomáveis", é capturada, ela tem a certeza de que chegou o fim. Nómada, a Alma invasora a quem o corpo de Melanie é entregue, foi avisada sobre o desafio de viver no interior de um humano: emoções avassaladoras, recordações demasiado presentes. Mas existe uma dificuldade com que Nómada não conta: o anterior dono do corpo combate a posse da sua mente.
Nómada esquadrinha os pensamentos de Melanie, na esperança de descobrir o paradeiro da resistência humana. Melanie inunda-lhe a mente com visões do homem por quem está apaixonada – Jared, um sobrevivente humano que vive na clandestinidade. Incapaz de se libertar dos desejos do seu corpo, Nómada começa a sentir-se atraída pelo homem que tem por missão delatar. No momento em que um inimigo comum transforma Nómada e Melanie em aliadas involuntárias, as duas lançam-se numa busca perigosa e desconhecida do homem que amam.”

***Pode conter Spoilers***

Opinião: Stephenie Meyer, natural de Connecticut, vive desde os quatro anos em Phoenix. Licenciada em Literatura Inglesa pela Brigham Young University, Meyer tornou-se famosa após a publicação da sua primeira obra “Crepúsculo”, sendo considerada pela Publishers Weekly como uma das mais promissoras novas escritoras de 2005. Esta obra foi um enorme sucesso, tendo conseguido várias distinções como A New York Times Editor’s Choice; A Publishers Weekly Best Book of the Year, Amazon “Best Book of the Decade… So Far”; tendo sido Stephenie classificada como a 49ª pessoa mais influente de 2008. A série Luz e Escuridão vendeu cerca de 120 milhões de cópias por todo o mundo, tendo sido traduzida em 37 línguas, para 50 países.

“Nómada” foi lançado inicialmente em 2008, constou 36 semanas consecutivas na lista de bestsellers do Los Angeles Times e contou com adaptação cinematográfica em Março do presente ano, que foi encarada negativamente pelos críticos do cinema. Neste volume, o mundo foi invadido por estranhas criaturas, denominadas de Almas, que se apoderaram do corpo dos humanos, permanecendo no lugar dos mesmos. Quando Melanie Stryder é capturada e é colocada uma Alma invasora no seu corpo, Melanie resiste em partir, o que levará a que Nómada, a Alma invasora, além de ter de aprender a gerir as emoções, os actos humanos, ainda terá de aprender a gerir aquela pessoa que lhe dificulta o pensamento e a acção. Inicialmente Nómada tem como objectivo descobrir o paradeiro de mais humanos resistentes, contudo à medida que Melanie a assalta com imagens de Jared, o homem que ama, e do seu irmão, também Nómada se apaixona por ambos, acabando por partir à sua descoberta. Serão elas capazes de descobri-los? E em caso afirmativo, será que serão bem recebidas, tendo em conta que Melanie agora é simplesmente, pensarão os sobreviventes, a hospedeira de um invasor sem escrúpulos e não a rapariga que amavam?

Foi graças ao sucesso da saga Luz e Escuridão que comecei a ler por prazer. Quando vi o primeiro filme e descobri que se tratava de uma adaptação cinematográfica decidi experimentar o primeiro volume, que li numa assentada e rapidamente os restantes volumes também foram lidos. Na altura lembro-me que gostei muito da saga ou não tivesse sido a impulsionadora de um dos meus actuais passatempos preferidos, contudo quando, após ter lido várias obras, tentei reler a saga, não fui capaz de passar do segundo volume. Com este pensamento em mente, foi com um misto de receio e expectativa que iniciei este volume, que me parecia original, cativante e tinha alguma curiosidade de ler algo da escritora num registo diferente.

Considerei o tema muito interessante e cativante, onde foi um prazer poder descobrir mais sobre o mundo alienígena idealizado pela escritora. Gostei muito das particularidades deste mundo, a forma como se apoderavam dos humanos; a forma como interagiam entre si; o seu modo de gerir as suas necessidades, em que nada era comprado ou vendido, onde todos trabalhavam para o bem-estar do colectivo. Apreciei igualmente os mundos idealizados, existindo diversos planetas por onde estas almas já passaram, encontrando animais deveras diversificados, que nos apresentam fantásticas aventuras.

Contudo, continua a ser visível, neste volume, alguns aspectos que não apreciei muito na saga anteriormente mencionada. Penso que a autora desenvolve algumas cenas excessivamente, que se arrastam por um grande número de páginas, enquanto outras acções parecem ser tomadas demasiado repentinamente, o que torna a leitura, por vezes, um pouco frustrante.

Outro aspecto que não apreciei na obra foi o facto de praticamente não existirem grandes momentos de acção e suspense. Tendo em conta o tema, seria de se esperar que houvesse um maior perigo, que os acontecimentos fossem mais atribulados e não tão simples, quanto sucedeu. Penso que um dos pontos mais negativos da escritora, se centra mesmo neste aspecto, em que quando parece que irá acontecer algo que nos prenderá à narrativa, que nos fará suster a respiração e ansiar para que tudo corra pelo melhor, a autora acaba por terminar abruptamente a acção, ficando o leitor com a sensação que o perigo nunca foi real. Nesta obra em específico, tendo em conta que os alienígenas são uma espécie tão receada, que colocaram em causa gravemente a sustentabilidade da raça humana, parece-nos estranho que não hajam grandes momentos de tensão e adrenalina. É compreensível que quando a Nómada entra na vida dos sobreviventes da invasão que tudo se torne mais simples, pois sendo ela uma das almas invasoras tem acesso garantido a tudo, mais ainda assim fiquei desapontada por não haver realmente momentos de acção e suspense.

Relativamente às personagens, Nómada é uma personagem de quem facilmente se gosta, devido aos conhecimentos que possui e que nos maravilham; pela sua forma de ser, pelo seu altruísmo, dedicação e força, contudo também é um pouco inconstante quanto aquilo que pensa e sente. Inicialmente compreendia que ela se sentisse dividida, pois não saberia bem que sentimentos eram realmente seus e que sentimentos seriam da Melanie. Todavia, à medida que a narrativa evolui deixa de se compreender tanta indecisão, pois num momento não sabe bem o que quer, para passado duas ou três páginas já saber bem aquilo que deseja, o que se tornou um pouco exasperante. Tal aspecto, leva-nos a outra falha na obra, o modo como certos aspectos, comportamentos e decisões parecem ser tomados, pela nossa personagem principal, de modo impulsivo. Sendo a obra narrada na primeira pessoa e havendo tantos debates internos, esperava-se que não parecessem decisões tão abruptas.

Quanto às restantes personagens, considerei-as interessantes e cativantes, especialmente o tio de Melanie e o seu irmão. O tio de Melanie parecia inicialmente uma pessoa muito estranha, ausente e com atitudes que, por vezes, não se compreendiam plenamente, contudo mostrou ser um homem muito inteligente, perseverante, com uma força e dedicação aos que o rodeavam enorme. Apreciei-o especialmente porque olhava para o que o rodeava com um olho crítico, observando realmente o que tinha à sua frente, e não o que parecia aparentemente existir, se é que me faço entender. No que se refere ao irmão de Melanie gostei muito dele porque era uma autêntica ternura, daqueles rapazes que tentam mostrar quão crescidos e responsáveis são, mas que ainda desejam ao máximo a protecção, o consolo e a palavra amiga de quem mais gostam. Quanto ao Jared, confesso que no princípio não gostei muito dele devido a algumas atitudes que teve, embora parte de mim compreenda a reacção dele, enervou-me um pouco a forma como tratou Nómada no início e como de um momento para o outro pareceu aceitá-la, mas ao mesmo tempo rejeitando-a de certa forma.

Numa escrita fluída e cativante, Stephenie Meyer apresenta-nos um mundo original e cativante, contendo personagens interessantes, numa narrativa onde o amor, a amizade e a luta pela sobrevivência são uma realidade. Embora tivessem existido vários aspectos que não me prenderam à narrativa, apreciei a obra e li-a numa assentada, em dois ou três dias, pois encontrava-me cativada e com imensa curiosidade de saber mais sobre este mundo. Fico curiosa com a adaptação cinematográfica, apesar das críticas negativas, e com a possibilidade de futuros volumes, que caso venham realmente a existir espero que evoluam nos aspectos que mencionei anteriormente.


Avaliação: 3/5 (Gostei!)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Um livro, uma adaptação - A Mulher do Viajante no Tempo


Título Original: “The Time Traveler’s Wife”

País de Origem: EUA

Género: Drama / Romance / Ficção Científica

Ano de Lançamento: 2009


Audrey Niffenegger, nascida em South Haven, em 1963, é escritora, artista plástica e professora no Interdisciplinary Book Arts MFA Program at the Columbia College Chicago Center for Book and Paper Arts. O seu romance de estreia, “A Mulher do Viajante no Tempo”, lançado inicialmente em 2003, tornou-se um bestseller e teve adaptação cinematográfica em 2009.

Clare sempre foi apaixonada por Henry, desde pequena e acredita que somente poderá ser feliz ao seu lado, contudo Henry tem uma estranha anomalia genética, que o faz viajar no tempo, sem qualquer aviso prévio. Este aspecto embora seja positivo em certos aspectos, por o ter salvo de uma situação problemática e por lhe permitir conhecer Clare ao longo do seu crescimento, irá também comprometer o seu presente e futuro.

Dirigido por Rovert Schwentke, esta adaptação teve como protagonistas Rachel McAdams (Clare), Eric Bana (Henry), Ron Livingston (Gomez), entre outros.

Esta foi uma obra que me cativou muito antes de ter tido a possibilidade de o ler, pela capa e pela premissa cativadoras, tendo-se efectivamente tornado num dos livros que mais prazer me deu desfolhar, pelo que a curiosidade de ver a adaptação cinematográfica era bastante.

Tenho de confessar que considerei o filme bastante fiel à obra, na linha temporal dos acontecimentos, contudo penso que o filme não consegue ser tão cativante e estimulante quanto a obra. Enquanto no livro ficamos inicialmente um pouco confusos com os saltos temporais, mas ao mesmo tempo cheios de curiosidade de saber mais sobre a doença, sobre as viagens e sobre o que se passará de seguida na vida deste casal, pois estas viagens no tempo têm os seus aspectos negativos, podendo deixar mazelas, a adaptação, na minha opinião, não nos consegue prender como a obra. Penso que tentaram nesta adaptação centrar-se mais na história de amor entre os personagens, a angústia de Clare devido às ausências de Henry e não tanto na doença e nas viagens, que foram aspectos que me prenderam e maravilharam na obra e que, no caso da explicação da doença, nos é dada no filme um pouco a correr. No livro temos igualmente a possibilidade de tentar perceber a história por nós mesmos, encaixando as peças do quebra-cabeças e no filme não existe essa particularidade, que conferia ainda mais magia à obra.


Outro aspecto que poderia ressalvar é que, embora seja fiel à obra, sinto que muito possivelmente quem não tenha lido a obra, somente visto o filme, poderá não perceber inteiramente a história e sentir-se verdadeiramente ligado às personagens, devido à forma como é explicada a doença e como são abordadas as viagens. Relativamente aos personagens principais, aprecio ambos os actores escolhidos, especialmente a Rachel McAdams, e gostei de os ver encarnar estas fantásticas personagens. Penso que transmitiram muito bem o amor existente entre os personagens e a angústia que estas viagens deixavam, contudo penso que a adaptação da obra poderia ter sido realizada de outra forma, de um modo em que sentíssemos e percebêssemos melhor a essência da obra.

Em suma, considero que a adaptação deste volume se encontra fidedigna, contudo penso que não consegue ser tão cativante quanto o livro e que possivelmente poderá não ser suficientemente elucidativa para alguém que não tenha lido o livro.

Trailer:



Opinião da obra no blogue:


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Pensa num Número


Nome: “Pensa num Número”

Autor: John Verdon

Nº de Páginas: 448

Editora: Porto Editora

Sinopse: “Pelo correio chega uma série de cartas perturbadoras que terminam com uma declaração inquietante: «Pensa num número qualquer até mil, o primeiro que te vier à cabeça... Repara agora como eu conheço bem os teus segredos.» Estranhamente, aqueles que obedecem constatam que o remetente de tais cartas previu com precisão a sua escolha. Para Dave Gurney, um inspetor de homicídios recém-reformado da Polícia de Nova Iorque e amigo de um dos alvos das missivas, o que primeiro lhe pareceu um caso estranho depressa se transforma num complicado quebra-cabeças que levará a uma investigação em grande escala na busca de um pérfido assassino em série.
Convidado como consultor pelo gabinete do procurador, em pouco tempo Gurney consegue alguns avanços na descoberta de pistas que a polícia local negligenciara. Ainda assim, diante de um adversário que parece ter o dom da clarividência e antecipar-se a todos os passos, vê os seus melhores esforços dissiparem-se como areia por entre os dedos. Terá encontrado, ao fim de vinte e cinco anos de carreira exemplar, um adversário capaz de o vencer?
Considerado pela crítica internacional uma obra-prima do suspense, Pensa num Núm3ro dá-nos a conhecer uma personagem fascinante, capaz de rivalizar com Sherlock Holmes ou Poirot.”

Opinião: John Verdon foi durante alguns anos director criativo em agências de publicidade em Manhattan. Após o 11 de Setembro de 2001, Verdon mudou-se para uma pequena localidade no Norte de Nova Iorque, onde passou a dedicar-se exclusivamente à escrita. “Pensa num número” é a sua obra de estreia e encontra-se publicada em 24 países.

Um conjunto de cartas estranhas começam a chegar a diferentes destinatários, onde é possível ser lida a seguinte mensagem “Pensa num número qualquer até mil, o primeiro que te vier à cabeça… Repara agora como eu conheço bem os teus segredos”. Misteriosamente parece que o remetente acerta verdadeiramente no número pensado pelas pessoas que aceitam o desafio.

Dave Gurney é um reformado inspector de homicídios que se vê envolvido neste mistério quando um antigo colega de faculdade o contacta por estar a ser alvo destas estranhas cartas, que lhe parecem ler os pensamentos. Envolvido no mistério, sendo meticuloso e perseverante, Gurney não desiste enquanto não começa a juntar o quebra-cabeças, até que o seu antigo colega aparece morto. Será Gurney capaz de resolver este mistério encabeçado por um assassino meticuloso, que parece ser clarividente e pensar cada um dos seus passos sem o único erro?

Embora o género policial não seja dos que mais leio, são, quando bem conseguidos, dos livros que mais prazer me dão desfolhar, pelo mistério, pelo suspense, pela forma como nos deixam a pensar na identidade do criminoso e a suster a respiração nos momentos mais atribulados ou em que tudo começa a encaixar nos seus devidos lugares, como se de um puzzle se tratasse.

Em “Pensa num Número” somos apresentados a uma história original, onde por diversas vezes nos colocamos a pensar como poderá o criminoso saber os números pensados pelas vítimas. Uns poderão pensar que o criminoso efectivamente consegue ler as mentes das suas vítimas, outros pensarão que se trata de alguém próximo das vítimas que as conhece suficientemente bem para descobrir os números. Contudo, quando começam a aparecer mais mortes em vários estados, o mistério adensa-se e todas as nossas conjunturas são lançadas por terra. Arrisco-me a dizer que serão surpreendidos do princípio ao fim e que a resolução deste enigma será uma surpresa espantosa, tal como foi para mim.

Fiquei completamente cativada por esta história, onde o suspense e a adrenalina são uma realidade, é uma obra tremendamente bem estruturada, onde todos os pormenores parecem ter sido pensados ao mais ínfimo detalhe. Confesso que todo o mistério em volta do assassino, a motivação do crime, os contornos do mesmo, a forma como o assassino parecia saber sempre o que a vítima pensava, os poemas que o mesmo enviava para as suas vítimas, todos estes detalhes me surpreenderam muito pela positiva, tendo sido, sem duvida, dos policiais mais bem conseguidos que já tive o prazer de ler.

Relativamente às personagens, penso que é mais um dos factores fortes desta trama, onde a idealização e consolidação das personagens foi muito bem conseguida, onde têm um passado que as define, com receios e sonhos característicos, sendo deveras humanas. Dave Gurney é um desses exemplos, é um conceituado ex-inspector de homicídios, que após uma tragédia na sua vida e na da sua mulher, acaba por decidir mais tarde reformar-se e mudar-se para uma pequena localidade. Contudo, o seu glorioso passado como inspector, irá levar a que seja colocado neste mistério, onde temos a possibilidade de perceber que é um homem tremendamente inteligente, meticuloso, perspicaz, com um sentido de lealdade bastante vincado, contendo um passado triste, que o persegue e condiciona a sua felicidade, tal como a da sua mulher. 

Quanto ao assassino, tenho de confessar que considerei a sua idealização e estruturação absolutamente genial, pois todos os pormenores foram pensados, desde o que motivava o crime, o porquê de ser determinada arma do crime, entre todos os outros aspectos que mencionei. Para ser sincera somente umas dez páginas antes da resolução do mistério, é que pensei que poderia ser determinada personagem o criminoso, e porque nos estavam a ser dadas pistas ao longo da narrativa, por isso o escritor está mesmo de parabéns por esta fantástica obra.

Numa escrita fluída e cativante, contendo vários elementos da Psicologia e da Criminologia, que nos prendem à narrativa, John Verdon apresenta-nos uma história fantástica, original e tremendamente cativante, que certamente agradará aos amantes do género. Aguardo com expectativa os seguintes volumes desta trilogia.


Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)