domingo, 31 de julho de 2011

O Futuro à Janela


Nome: "O Futuro à Janela"

Autor: Luís Filipe Silva

Nº de Páginas: 152


Sinopse: "Em «O Futuro à Janela», livro inteligente, ousado e inventivo, Luís Filipe Silva conta-nos histórias muito diversas, sempre aliciantes, em que o leitor pode ter a surpresa de encontrar o Infante D. Henrique e o seu «robot» ou as personagens e as situações mais inesperadas. «O Futuro à Janela» mais do que uma promessa é um livro já conseguido, que deve ser saudado com a satisfação de quem descobre novos territórios na ficção científica portuguesa"


Opinião: Prefácio à versão digital: gostei bastante da leitura do mesmo, pois foi bastante interessante poder conhecer a caminhada do escritor, até ao momento em que disponibilizou esta colectânea na Internet, e perceber, um pouco, os contratempos pelos quais passou e o que o levou a tomar a decisão de dispor a mesma neste meio. 

Introdução: A importância do conto: também me deu prazer ler, por descrever o ponto de vista do escritor, relativamente a esta forma de escrita. 

Dois estranhos, um encontro: gostei bastante da escrita utilizada e até das descrições feitas relativamente ao mundo. E, tal como foi mencionado anteriormente, senti que o conto se encontra escrito de uma forma que nos consegue cativar desde o primeiro momento. Confesso que logo quando comecei a leitura, a escrita me cativou, mas à medida que fui avançando senti que me embrenhava na estória, como se pudesse ver e sentir eu própria, aquilo que era transmitido. O mundo é-nos apresentado de uma forma bastante natural, que quase nos transporta para lá. 

Embaixadores da Boa Vontade, ou Contacto!:  Este foi um conto que me fez rir por diversas vezes. Retrata um aspecto muito português. O facto de o marido chegar alcoolizado a casa e a mulher, com o seu rolo da massa, a fazer-lhe ver que tem obrigações e que não é modo de chegar em casa, ligado a uma invasão extraterrestre, tendo o ET sido confundido com uma das más companhia do marido da senhora.  
O mais incrível é que esta junção, fez o conto não só humorístico, como lhe conferiu um carácter mais real. Este conto também nos mostra a perspectiva de um dito extraterrestre ao nosso mundo, pois pensamos que se um dia encontrássemos vida noutros planetas, iríamos achar tudo novo, mas não pensamos que algo, que para nós é comum, para eles poderá ser também encarado como estranho.

Os Poetas da Rua: Este conto retrata várias pessoas, em vários pontos da Terra e menciona o que de pior temos no Mundo. É um conto muito real mas ao mesmo tempo, difícil de ler. Representa a maldade e  o quanto o Homem se pode esforçar por desempenhar o mal ou quanto o Homem não dá valor a quem mais precisa. A parte que menciona um mendigo em Lisboa foi dos que mais gostei, se é que me faço entender, por retratar que, por vezes, o que as pessoas mais desejam e precisam é de alguma atenção e de uma palavra amiga.

Existe também um excerto que representa alguém que quer deixar a todo o custo de ser humano e confesso que, com tudo o que vemos e ouvimos todos os dias, e ao ler os restantes contos, subjacentes nesta parte, não me admira tal pensamento.  Em relação aos restantes são o que mencionei em cima, do pior que temos no Mundo e que representam o quão mau pode ser o ser humano e mesmo assim, não sentir remorsos por isso. 

La Nausée II: Retrata a passagem para um novo milénio e foi, como alguns de vós disseram, o conto que menos gostei.

O jogo do gato e do rato: é sobre a inversão de papéis entre humanos e extraterrestres. Representa a forma como tratamos os animais e a nossa natureza , sem pensarmos nas consequências de tais actos. Gostei da verdade patente na narrativa, mas também da imaginação do autor em descrever os extraterrestres.

Série convergente: embora seja um conto interessante, penso que não o consegui perceber da melhor forma…

Também há Natal em Ganímedes: foi dos contos que mais prazer me deu ler. Tanto pela ideia dos Andarilhos, que me parece bastante interessante, mas também por mostrar que muitas das coisas das quais gostamos, só têm essa importância porque somos nós que lhes denotamos valor.

A última tarde: fala sobre o amor que sentimos pela família e o desejo de concretizarmos os nossos sonhos. Enfatiza, de certa maneira, aquilo que temos de deixar para trás, para podermos desempenhar um sonho.

Criança entre as ruínas: foi o conto que mais gostei ao longo desta leitura conjunta. Pela sua emotividade, toda a estória da menina e do seu salvador, que sente falta da vida que os extraterrestres lhe confiscaram;  pela forma como me consegui sentir ligada à estória narrada e até mesmo pelo final dado ao conto, com a sua nota de esperança.

Ala Anima: nunca havia lido poemas utilizando este género literário, até porque não conheço muito do mesmo, mas  foi uma experiência diferente.


"O Futuro à Janela" foi mais uma leitura conjunta no fórum bang! e de um modo geral gostei desta leitura. Em parte porque me permitiu conhecer mais sobre este género literário, do qual só conheço uma obra, mas também por me permitir conhecer mais um autor português, que confesso não conhecer muitos. 


Houve contos dos quais gostei mais, outros menos, mas muito devido ao meu gosto pessoal.


Avaliação: 3/5 (Gostei!)

Aquisições de Julho



Neste mês aproveitei a promoção da Editora Europa-América, para adquirir alguns dos volumes da saga da Anne Rice, que já tinha em vista há alguns meses, mas que não havia tido oportunidade de comprar, muito devido ao preço a que os mesmos se encontravam. Graças a esta promoção, acabei por comprá-los por 11 euros, mais ou menos, cada volume.



Numa promoção da Fnac, em que na oferta do "Dilemas do assassino" me ofereciam o "Regresso do assassino" de Robin Hobb.



Também numa promoção da Fnac "O Leitor" de Bernhard Schlink e, por fim, da Editora Book.it, "Jane Eyre" de Charlotte Brontë, por €4.90.

sábado, 30 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 18: Livro para o qual escreverias uma sequela

Pensei muito na resposta a dar a este dia, porém, por estranho que possa parecer, não me ocorre qualquer obra. Por um lado, porque tenho uma grande propensão para ler sagas e por outro, porque os standalones que tenho, mesmo que tenham um final inconclusivo, penso que não lhes daria uma sequela. Afirmo isto porque penso que muita da magia deles, está nesse pequeno pormenor, de deixar ao leitor a possibilidade de pensar um final a seu belo prazer. Sendo uma forma de o leitor se sentir mais agarrado à estória narrada e também uma forma de a mesma perdurar na sua memória.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Leitor


Nome: "O Leitor"

Autor: Bernhard Schlink

Páginas: 144

Editora: Edições ASA

Sinopse: "Michael Berg, um adolescente nos anos 60, é iniciado no amor por Hanna Schmitz, uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Ele tem 15 anos, ela 36. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta, e finalmente fazem amor. Este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece de repente da vida de Michael.
Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes. Perturbadora meditação sobre os destinos da Alemanha, O Leitor, é desde O Perfume, o romance alemão mais aplaudido nacional e internacionalmente. Já traduzido em 39 línguas, a obra foi adaptada ao cinema. Para além disso, este romance foi galardoado em 1997 com os prémios Grinzane Cavour, Hans Fallada e Laure Bataillon. Em 1999 venceu o Prémio de Literatura do Die Welt."

Opinião: “O Leitor” retrata o amor controverso entre um adolescente, Michael, de 15 anos e de Hanna com 46 anos, no inicio dos anos 60, na Alemanha. A relação de si é controversa, não só devido à diferença de idades, mas a toda a mudança de humores de Hanna, à sua obsessão pela limpeza e até mesmo à submissão de Michael, para com ela, sendo-lhe também adicionada a particularidade do rapaz ler para a sua amada, tornando-se uma espécie de ritual entre ambos.
A relação mantém-se, até que de um momento para o outro, ela desaparece sem deixar rasto. Anos mais tarde Michael volta a encontrá-la num tribunal, onde se encontram a ser julgadas ex-guardas de campos de concentração nazis, como arguida.
Embora a primeira parte retrate o amor entre ambos e a forma como o nosso narrador Michael se viu, de certa forma, subjugado num mundo desconhecido, que é o amor. Onde nos são mostradas as inseguranças de um adolescente na descoberta da sua primeira paixão e que sente receio que um erro seu possa terminar algo que ele tanto valoriza. Na segunda parte, já vemos retratada uma Alemanha após Segunda Guerra Mundial e tudo o que a mesma acarretou, para quem participou na mesma e a viveu.
Penso que o livro possui passagens absolutamente fantásticas, especialmente quando falam no desgosto amoroso da nossa personagem principal. Confesso que algumas das suas ideias quanto a este tema, foram em tempo minhas e penso que muito do facto de ter gostado tanto do livro, se deveu a isso mesmo. Uma das passagens que mais gostei e poderia mencionar mais umas 3 ou 4, pois o livro tem mesmo passagens deliciosas, foi a que passou a citar:
“Quando era novo, sentia-me sempre demasiado confiante ou demasiado inseguro. Ou achava que era totalmente incapaz, insignificante e inútil, ou acreditava que era um ser sobredotado, a quem tudo saía obrigatoriamente bem. Quando me sentia seguro, ultrapassava as dificuldades. Mas bastava o mais pequeno fracasso para me convencer da minha inutilidade. O recuperar da segurança nunca era resultado do sucesso; todo o sucesso ficava lastimavelmente aquém de tudo o que esperava do meu rendimento e esperava sempre que os outros o reconhecessem. E, dependendo de como me sentia, assim o meu sucesso me dava orgulho ou me parecia insignificante.”
Gostei muito da escrita do autor que embora fosse simples, possuía passagens algo poéticas, que nos fazem reflectir durante alguns momentos nelas. Gostei também das personagens que eram bastante interessantes e parecendo que não, mesmo sendo um livro pequeno aborda vários temas interessantes, desde a relação controversa entre o casal da trama, ao desgosto amoroso de Michael, à obsessão de Hanna, às consequências da Segunda Guerra Mundial.
“O leitor” é um excelente exemplo de quão delicioso pode ser um livro em poucas páginas.

Avaliação: 4/5 (Gostei bastante!)

45 Dias de Desafios Literários - Dia 17: Livro Inspirador


Este é mais um daqueles dias que tenho uma certa dificuldade em eleger o livro indicado, ainda para mais tentando não me repetir nas respostas.
Ao pensar nesta categoria assaltava-me à memória somente livros que já mencionei em dias anteriores. O “Nunca me esqueças” por nos ensinar que devemos sempre lutar por aquilo em que acreditamos e que nunca devemos desistir, mesmo que a vida nos pregue várias rasteiras. O “Para a minha irmã” que nos mostra que o amor pode vencer qualquer barreira e que na vida nada pode ser dado como certo, pois nunca sabemos o que o futuro nos reserva, fazendo-nos reflectir tanto sobre a vida, como na morte. “A rapariga que roubava livros” que nos mostra que nunca devemos deixar nada por fazer ou dizer, pois se o fizermos podemo-nos arrepender quando for tarde de mais.
Contudo, pensando em outros volumes que li até hoje, se calhar escolheria “Um momento inesquecível” de Nicholas Sparks. Por ser um livro que nos mostra que nunca devemos julgar ninguém pela sua aparência física, mas sim pelo que ela é realmente, pela sua forma de ser. Mas essencialmente por nos ensinar que quando nos encontrarmos numa situação limite, em que só nos apetecesse desistir e deitarmos tudo para trás das costas, devemos lutar até ao fim, aproveitarmos cada momento como se fosse o último e encararmos o que a vida nos proporciona com um sorriso, mesmo que tal nos pareça impossível, devido às amarguras, que nos encontramos a atravessar no momento.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 16: Livro Perturbante

Quando li o tema para este dia, pensei imediatamente no “O Escaravelho da Morte” de Richard Lewis.
Elego este livro por ser um pouco "repugnante", como mencionei na minha opinião, pois as descrições dos ataques a pessoas encontram-se incrivelmente bem feitas. De tal forma, que me fizeram alguma confusão a ler, especialmente quando mostram o episódio de um ataque a uma criança de dois anos.
Assim, penso que este livro seria a melhor escolha para este dia, mais não seja pelas decrições que em certas ocasiões me arrepiavam ou que faziam realizar caretas, pelos acontecimentos desencadeados ao longo da narrativa.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 15: Livro Hilariante

O único livro que me consigo recordar ao pensar neste tema é "Os Homenzinhos Livres" de Terry Pratchett. Foi o primeiro livro que li da Colecção TEEN, da Saída de Emergência, e uma boa surpresa.

Trata-se de um livro simples, mas bastante agradável, do qual conseguimos captar algumas mensagens e ao mesmo tempo soltarmos umas boas gargalhadas ao lê-lo.

Adorei os homenzinhos livres, desde a a forma peculiar de se expressarem, a todo o seu comportamento e até o sapo que tinha sempre uma palavra a oferecer e uma frase mais eloquente a expressar, que nos conseguia colocar um sorriso na cara.

Outro aspecto que me agradou no livro, tanto por me fazer rir, como por ser muito verdadeiro, foi a relação amor-ódio entre irmãos. Fez-me voltar atrás no tempo e recordar como era, e como sou um pouco ainda hoje, com os meus dois irmãos. Aquela sensação que são chatos, que não nos não o espaço que precisamos, mas que no fundo amamos e que sempre que eles têm uma vitória, isso nos deixa radiantes, ou quando têm algum desgosto, sofremos com eles.

Foi assim um livro que me proporcionou umas boas horas de leitura e que me arrancou umas boas gargalhadas de quando em vez.

terça-feira, 26 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 14: Livro Comovente

Para este dia poderia mencionar o "Para a minha irmã" da Jodi Picoult, que foi o livro que elegi para o Dia 1: Livro Preferido ou até o "Nunca me esqueças" da Lesley Pearse, escolhido para o Dia 5: Livro que levarias para uma ilha deserta, pelas razões que mencionei em ambos os dias. Contudo e de modo a não me repetir, li recentemente um livro que me tocou bastante, especialmente nas últimas páginas, que foi "A rapariga que roubava livros" de Markus Zusak.

Não me vou estender muito no porquê da escolha, pois podem ler na hiperligação, a minha opinião relativamente ao livro e na qual explico o porquê de tal escolha e de ter ficado completamente estarrecida com a obra.

Menciono só que o livro nos transmite bonitas mensagens, desde a beleza da amizade, que pode ser exemplificada pelos mais pequenos gestos, às vezes somente com um sorriso ou uma palavra; à efemeridade da vida e como de um momento para o outro, podemos perder as pessoas que mais amamos; ao facto de que não devemos deixar nada por fazer ou dizer, pois nunca sabemos o dia de amanhã e o que o futuro nos reserva.

45 Dias de Desafios Literários - Dia 13: Sequela que nunca devia ter sido impressa

Esta categoria obriga a que me repita um pouco, pois a única saga que me lembro que não merecia ter sido continuada, ou pelo menos não da forma como foi, é a Saga Luz e Escuridão, da Stephenie Meyer.

Penso que a estória no ponto em que ficou no "Crepúsculo", que embora não fosse nada de transcendente, tinha uma certa piada, poderia ter sido aproveitada de uma melhor forma, de modo a que o público se rendesse à estória narrada e às suas personagens. O que infelizmente a Stephenie não foi capaz de fazer, pelo menos na minha opinião.

O segundo volume "Lua Nova" exemplifiquei no Dia 2: Livro Detestado as razões para não ter gostado do mesmo, pois a autora poderia ter abordado um desgosto amoroso e neste caso o leitor criava um laço com a personagem e poderia sentir-se de certo modo retratado, contudo a forma como a autora o fez, só me colocou a pensar que a atitude da Bella não tinha sentido, porque a vida continua e não devemos reger a nossa vida a homem algum. O "Eclipse" sinceramente não me recordo de grande coisa do volume, sei que é quando o Jacob deixa de falar com a Bella, mas as recordações que tenho da estória são muito difusas, o que me leva a crer que não traz nada de novo à narrativa. O "Amanhecer" foi um final desastroso, na minha humilde opinião, por um lado encontra-se demasiado extenso, penso que seria possível dar a conhecer o seu ponto de vista em menos 300 páginas e por outro o final dado é forçado, especialmente o modo como os Volturi reagem...

Assim, sou apologista que ou a autora criava somente "Crepúsculo" e ficaria com uma estória agradável, ainda que incompleta, para o publico idealizar um fim a seu belo-prazer, ou então aproveitava melhor a estória e desenvolvia melhor a mesma.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não contes a ninguém

  
Nome: "Não contes a ninguém"

Autor: Harlan Coben

Páginas: 298

Colecção: O fio da Navalha

Editora: Editorial Presença

Sinopse: Bestseller internacional é um livro de leitura obrigatória para os grandes apreciadores do thriller. Não Contes a Ninguém, marca a estreia de Harlan Coben, na Colecção O Fio da Navalha. Reconhecido autor do género policial, Coben dá vida à história de David Beck, cuja mulher foi brutalmente assassinada num lago em Nova Iorque. Oito anos depois, perto desse mesmo lago, são descobertos dois corpos. E David começa a receber e-mails que pelo conteúdo só poderiam pertencer à sua mulher. Mas que deixam expressamente escrito - Não Contes a Ninguém! Intrigado, resolve investigar, envolvendo o leitor numa trama de suspense e inquietação da primeira à última página. Imperdível!
Opinião: David Beck e sua mulher, Elisabeth sempre tiveram, ao longo dos treze anos que durou a sua relação, um ritual, que consistia em voltar ao local onde deram o seu primeiro beijo. Todavia, no ano em questão nada corre como planeado, Beck é agredido, quase morre afogado e Elisabeth é assassinada por um Serial Killer.
Passado 8 anos a polícia local desenterra dois corpos no lago onde tal incidente aconteceu, juntamente com o taco de basebol que supostamente atingiu David, no fatídico dia. Tal acontecimento leva a polícia a suspeitar do envolvimento do pediatra no assassinato de Elisabeth. Quase em simultâneo David começa também a receber emails, aparentemente enviados pela sua própria mulher, o que irá levá-lo a perigosas descobertas.
Não contes a ninguém” é um livro interessante e até viciante, pois embora seja simples, queremos saber forçosamente como acaba. Aconteceu-me algumas vezes pensar “Vou só ler até aquele capítulo” e quando dava por mim, já tinha passado dois ou três.
Também gostei da escrita, não por ser muito elaborada, porque na verdade não é, mas por ir alternando entre a perspectiva da nossa personagem principal Beck, mas também por nos ir transmitindo a estória na terceira pessoa, o que nos permitia interiorizá-la de forma mais ampla.
É portador de vários ingredientes que me agradaram, muita acção, algum suspense, juntamente com algumas cenas mais emotivas e românticas por parte de Beck.
O aspecto negativo poderia ser o facto de no inicio serem muitas personagens, o que durante alguns capítulos me confundiu, pois apanhava-me a ler sobre determinada personagem, sem me lembrar bem de quem ela era na verdade. Contudo, penso que é tudo uma questão de hábito e que à medida que avançamos, começamos a perceber melhor estas personagens, mas sobretudo a perceber as ligações que existem entre elas.
Por curiosidade, existe uma obra cinematográfica, inspirada nesta obra, sendo o título original “Ne le dis à personne”, lançado em 2006. Depois desta leitura, fiquei curiosa em ver o mesmo. Se efectivamente o fizer, partilharei convosco o que achei.

Avaliação: 3/5 (Gostei!)

domingo, 24 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 12: Saga Favorita

Não consigo eleger somente uma saga e nenhuma das que vou falar já terminei, mas são das que mais gostei até hoje.

A primeira é, sem dúvida, as Crónicas do Gelo e do Fogo do George R. R. Martin. Pode soar estranho estar a eleger esta saga, ainda só tendo lido dois livros em Português, que representa um no original, mas foi uma estória que me prendeu a partir do primeiro momento. Martin escreve de uma forma imensamente cativante, que não deixa ninguém indiferente. Cria personagens incríveis que ora adoramos ora detestamos, conseguindo que de um momento para o outro percamos a dita animosidade a algumas personagens e lhe consigamos facultar o benefício da dúvida. A escrita sublime do autor e a coragem do mesmo em usar as personagens a seu belo prazer, sem receio da reacção do público, mesmo que seja uma personagem extremamente querida, a quem lhe é dado um final atroz. São tudo exemplos de aspectos que me prendem a este escritor.

A segunda é a Saga do Assassino da Robin Hobb. Também ainda só li os dois primeiros volumes, mas novamente encontro-me extremamente embrenhada na narrativa. Adoro a estória que a autora se pretende a contar. Tal como as suas personagens, que são bastante reais, especialmente a personagem principal Fitz, algumas um pouco misteriosas mas bastante interessantes, o Bobo, e algumas maquiavélicas, o Majestoso. Personagens essas que no seu todo nos fazem ansiar sempre por mais. Com uma escrita igualmente cativante, que não queremos que acabe.

A última seria a Saga Kushiel da Jacqueline Carey, pela sua originalidade, por ser envolvente, cativante e até emocionante. Portadora de uma personagem principal com uma personalidade bastante forte e um dos melhores vilões de sempre.


A promessa de Kushiel


Nome: "A promessa de Kushiel"

Autora: Jacqueline Carey

Páginas: 360

Colecção: Bang!

Editora: Saída de Emergência



Sinopse: Phèdre está presa e na iminência de se entregar à morte. Mas os deuses ainda não deram a sua missão por terminada... Um golpe do destino restitui-lhe a liberdade, e a misericórdia permite-lhe sobreviver a uma morte quase certa. Mas, embora a traição que pesa sobre o trono de Terre d'Ange tenha o seu desfecho iminente, Phèdre vê-se empurrada para longe da sua pátria, para terras desconhecidas e múltiplos perigos... Desespero, dor, traição, expiação... mas também prazer, júbilo, amizade e redenção. Cativa em terra estrangeira, sem o seu Companheiro Perfeito e os seus chevaliers, todos parecem querer impedi-la de salvar a sua rainha da ameaça que sobre ela paira. Mas, escrevendo direito por linhas tortas como fazem os deuses, Naamah, Kushiel, Cassiel e Asherat-do-Mar parecem conspirar para um culminar dramático em La Sereníssima. Triunfarão a honra e a justiça sobre as forças de cobiça e ambição? Logrará Phèdre denunciar os traidores que ameaçam Terre d'Ange e trazer a paz de novo à sua amada pátria? E ao seu coração atormentado?


Opinião: O anterior volume havia terminado de tal forma, que nos suscitava bastante interesse quanto ao desenrolar da estória ou não estivesse Phèdre colocada em apuros, prisioneira e no limar da loucura.

Nesta obra, continuam as peripécias, voltamos a constatar a força de vontade e tenacidade desta incrível personagem e de mais uma missão extremamente delicada, que só Phèdre poderá levar a cabo.

Jacqueline Carey é sem dúvida uma incrível contadora de estórias, em que sempre que embrenhamos no seu mundo, nos vemos rendidos ao mesmo. A forma como a autora cria suspense a cada descoberta; as personagens extremamente bem construídas que não nos deixam, de forma alguma, indiferentes; a todas as intrigas palacianas, que nos conseguem cativar e até surpreender.
Em termos de personagens gosto bastante da Phèdre, sendo a minha personagem preferida na trama. Não só por ser a personagem principal e quem acompanhamos ao longo da narrativa, mas pela sua maneira de ser e encarar a vida, a forma como luta sempre, mesmo quando as coisas se tornem deveras difíceis, continua a lutar sempre pela possibilidade de concretizar aquilo em que acredita.
Josceline, que na obra passada me fez “torcer o nariz” a algumas das suas atitudes, mas que nesta obra me surpreendeu pela positiva e que me deixou estarrecida com algumas das suas atitudes.
Nesta obra são nos apresentadas novas personagens, das quais destaco Kazan, que por detrás do ar de duro, é uma pessoa com um grande coração e que ajudou muito Phèdre a ultrapassar as várias missivas que teimavam em atravessar-se no seu caminho.
Para mim o ponto negativo seria, provavelmente, o facto de ser um pouco previsível, pois suspeitava que as coisas iriam acabar por ser daquela forma.
Em suma, foi muito bom voltar a ler algo desta autora, que volto a afirmar que se tornou das minhas preferidas; poder descobrir um pouco mais das intrigas do mundo de Phèdre e de quão corajosa ela consegue ser. Tendo-se tornado ao longo destes últimos volumes, numa das minhas sagas preferidas, por ser uma obra extremamente viciante, que nos envolve do princípio ao fim.

Avaliação: 4/5 (Gostei bastante!)

sábado, 23 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 11: Livro que não conseguiste acabar


Não tenho por hábito deixar leituras incompletas, até porque gosto de terminar tudo o que começo, mesmo que custe a fazê-lo.
Por isso, penso que até hoje o único que nunca terminei foi “Os Maias” de Eça de Queirós, que só li até ao fim do primeiro capítulo.
Este facto deveu-se a vários factores. O gosto pela literatura ainda não me tinha nascido naquela altura e portanto confesso que à primeira adversidade acabei por desistir, sem tentar dar uma hipótese à obra de me surpreender e consequentemente de vir a gostar da mesma e depois é um livro extremamente descritivo e para alguém que naquela altura não gostava de ler foi só mais um incentivo para parar.
Conto um dia dar outra hipótese à obra até porque sinto que existe a possibilidade de ser realmente surpreendida e quiçá de vir a gostar dela, muito por criticas que tenho lido e ouvido, que dizem que o livro passadas as descrições é realmente agradável, mas também porque o que antes de embrenhar no mundo literário era maçudo, hoje poderá ser surpreendente.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 10: Livro mais curto que já leste

Esta categoria é um pouco subjectiva, até porque tenho alguns livros em formato livro de bolso, li recentemente uma BD e tenho alguns livros de promoções feitas por revistas/jornais, que são consequentemente mais pequenos. Por essa mesma razão, elego os vários volumes, que passso a citar.



Contando com os livros que li para a escola, o livro mais pequeno seria o "À beira do lago dos encantos" de Maria Alberta Meneres, com 64 páginas.








Mencionando o género literário BD, o mais curto seria "Voyager - Tomo I", com 68 páginas.








"A história de um sonho" de Arthur Schnitzler,  na versão que possuo, que foi um dos livros que o jornal DN/JN ofereceram no Verão passado, numa colecção que se intitulava, se não estou em erro, de Biblioteca de Verão, com 95 páginas.








 

"O escaravelho da morte" de Richard Lewis, em versão livro de bolso da Colecção Pendulo, com 151 páginas.









Por fim, "Um momento inesquecível" de Nicholas Sparks, com 155 páginas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 9: Livro mais longo que já leste


O livro que mais longo que já li, até hoje, foi o "Nome do Vento" de Patrick Rothfuss. Contudo, é um livro que deve a sua grandeza ao tipo de letra e espaços nas margens, adoptados pela editora Gailivro. Até porque no original o livro tem 700 páginas e na edição Portuguesa tem nada mais, nada menos, que 966 páginas.

Tirando este, penso que o mais longo que li foi o primeiro livro em Inglês do George R. R. Martin, que equivale em Português a 2 volumes "A Guerra dos Tronos" e "A muralha de Gelo", que prefazem 816 páginas. E o "Amanhecer" da Stephenie Meyer com 753 páginas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia8: Livro tão mau, tão mau, mas tão mau que consegue ser bom

Ao pensar nesta categoria os primeiros livros que me assaltam à memória são os da Saga Luz Escuridão da Stephenie Meyer.



A justificação, para tal escolha, é um pouco como referi no Dia 2 – Livro Detestado. Foram os livros que me levaram a embrenhar na literatura e que me fizeram nascer o gosto pela mesma. Já para não mencionar que foi dos primeiros passos que dei na Literatura Fantástica, que é dos meus géneros preferidos, se não mesmo o meu preferido, e que consequentemente me levaram a ler outros géneros, que tanto valorizo.
Hoje, até podem ser livros dos quais não gosto em grande medida e que, às vezes, me questiono como pude gostar dos mesmos há dois anos atrás, mas sei que por muito maus que eles possam ser, tiveram o aspecto positivo de me colocar a ler e isso só por si é uma mais-valia.


Tirando esta saga, existe um livro que me recordo de não achar nada de extraordinário, que é o “Wings – O Beijo dos Elfos” de Aprilynne Pike.
Embora não tenha gostado muito do primeiro volume irei ler os seguintes, pois não gosto de deixar nada por terminar e como sou uma sonhadora (:P) gosto de acreditar que poderá ser possível que os seguintes volumes melhorem.

terça-feira, 19 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia7: Livro que te desiludiu


Esta categoria foi um pouco difícil de eleger, pois tive um pouco indecisa. Todavia, pensando bem nos livros que já li e das expectativas que tinha para eles, se calhar elegeria o “Sangue Furtivo”, que é o quinto volume da saga Sangue Fresco, como mencionei ontem.
O anterior volume “Sangue Furtivo” é, tendo em conta os seis livros que li da saga, o meu preferido, por ter sido a “concretização” das minhas expectativas relativamente ao casal da trama e possivelmente as de muitos dos outros leitores.
Assim, parti para a leitura deste quinto volume com grandes expectativas e poderá ter sido por isso que me desiludiu. Não sei bem o que esperava deste volume, mas fosse o que fosse, não o consegui sentir enquanto o lia, sendo, para mim, uma grande quebra de um volume para o outro.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 6: Livro que leste mais vezes


Penso que o livro que reli mais vezes foi o primeiro volume da Saga Sangue Fresco. Isto porque sempre que saia um novo volume no mercado, tinha a propensão de reler os anteriormente publicados.
Lembro-me de ter feito isto até ao quinto volume “Sangue Furtivo”, mas depois acabei por deixar de o fazer. Por um lado porque o número de livros por ler começaram a aumentar e por ter lido passado poucos meses o sexto volume e ainda ter a estória bastante fresca na memória.
(Hoje tendo três livros em atraso, não digo que releia os anteriores, mas pelo menos um resumo na Net, lá terá de ser. :P)

domingo, 17 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 5: Livro que levarias para uma ilha deserta

Para o dia de hoje elejo um dos meus livros preferidos e dos que mais me tocaram até hoje.

“Nunca me esqueças” de Lesley Pearse foi o primeiro e único Romance Histórico que li, tendo sido um livro que me marcou e que me transmitiu uma grande lição de vida.
A obra de Pearse é baseada em factos verídicos, retratando a vida de Mary Broad, que é incutida por um grupo de raparigas, que fingiam ser suas amigas, a roubar um chapéu numa boutique. Contudo, o assalto não corre bem e Mary é apanhada em flagrante. Como punição é deportada num navio, juntamente com mais de uma centena de pessoas, para uma ilha deserta (a actual Austrália).
Quando é deportada Mary vê-se confrontada com vários desafios, inicialmente na viagem para a ilha, onde só a sua força de vontade e de viver é que a permitem sobreviver e dar alento aos restantes que a rodeiam também a lutar; a todos os contratempos porque passa ao longo da obra e todas as suas perdas.

Adorei esta obra muito devido a esta personagem incrível, possuidora de uma força soberba, pois foi alguém que sofreu inúmeros infortúnios, mas que graças à sua perseverança conseguiu sempre ultrapassar estes maus momentos.

É um livro incrível, que não deixa ninguém indiferente, por representar uma mulher com uma tenacidade e força indescritíveis. Sendo uma estória de coragem, de determinação, que enfatiza o instinto de sobrevivência e protecção.
“Nunca me Esqueças” é, desta forma, uma obra que nos marca e que nos mostra que com força de vontade e perseverança conseguimos as coisas mais improváveis. Demonstra ainda que a esperança deve sempre a última a morrer.
Assim, penso que seria a escolha ideal para levar para uma ilha deserta, por um lado por demonstrar o que esta mulher incrível atravessou numa ilha, que aparentemente pouco tinha para lhe dar; o que fez para contornar esses mesmos problemas; mas também por nos transmitir força para lutarmos por aquilo em que acreditamos.

sábado, 16 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 4: Livro Sobrevalorizado

Tenho noção que a minha opção para o dia de hoje não é de todo unânime, até porque devo ser das poucas pessoas que não gostaram muito deste livro, no entanto é, no meu ponto de vista, o livro que mais merece ocupar esta categoria.


"A cabana" de Wm. Paul Young retrata o questionamento de Mack para com a existência de Deus.
Mack sempre foi céptico para com a existência de uma Entidade Divina, cepticismo este que aumenta quando ao ir acampar com os seus três filhos, se vê confrontado com o rapto da sua menina mais nova. Quatro anos mais tarde, Mack, que se encontra emergido numa depressão, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, para que vá à cabana, onde a sua filha foi raptada. Ao chegar à mesma, vê o seu interior modificado e com três hóspedes Deus, Espírito Santo e Jesus, que aparentemente vieram para lhe ensinar a ser uma pessoa mais compreensiva e fácil de amar.
Gosto de acreditar que existe alguém que olha por mim e que muitas das provações que passo não são em vão, pois todos precisamos de sentir que alguém nos ouve e que não estamos sós nesta demanda, mas ao mesmo tempo sou céptica, porque sinto que foi o Homem que criou Deus, para não se sentir desamparado. (Ponto de vista estranho, eu sei. :p) 
Poderia encarar este livro como fantasia pura e dura, mas talvez por ser um tema que me é sensível, não consigo deixar de pensar no meu lado que coloca a existência desta Entidade em causa e de pensar quão fantasioso o livro se encontra, desde à carta, a todo o desenvolvimento do livro.
Tenho de admitir que tem momentos bonitos, em que é defendido que saber perdoar é uma qualidade e que fazer o bem, só nos poderá trazer coisas boas. Tal como o facto de Deus ser uma senhora negra, o Espírito Santo ser uma Chinesa e Jesus um rapaz oriundo do Médio Oriente, é uma mais-valia, pois coloca de parte preconceitos. 
Assim, é considerado, por mim, como “Livro Sobrevalorizado” por ter vendido inúmeros livros, tendo estado no top de livros mais vendidos durante bastante tempo e em vários países, mas que infelizmente não me preencheu as medidas.
Contudo, conto um dia reler este livro e quem sabe se não mudarei de ideias?!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

BD Voyager - Tomo I





Título: Voyager -Tomo I

Nº de Páginas: 68 Páginas a cores

1ª edição - tiragem 200 exemplares


Descrição: São 68 páginas que compilam os treze web-episódios divulgados aqui neste blogue, mais uma aventura totalmente inédita de 36 páginas que mostra o ponto de viragem na vida do nosso viajante e marcará o início de um novo ciclo de aventuras.
Para além das aventuras em formato de BD, o primeiro tomo, inclui 14 páginas de extras onde é explicado o nosso processo criativo, desde as fontes de inspiração aos esboços, chegando à arte final. Desenvolve-se ainda alguns conceitos explorados no conto grande.
Em resumo, o tomo I reúne motivos suficiente para experimentar um bom momento de leitura.


Opinião: Para ser sincera, sou uma inculta, no que ao mundo da BD diz respeito, mas vinha a acompanhar o blog do Voyager e fiquei estarrecida com alguns dos excertos que o Rui Ramos tornou disponíveis. Acreditei, desde logo, que iria ser uma surpresa agradável, pois já havia visto desenhos do Rui e lido contos seus e sei que é uma pessoa cheia de talento.

Inicialmente "custou-me" um pouco a ler, pois não estou habituada a ter de ler determinada fala e “estudar o desenho” ao mesmo tempo. (Nas primeiras duas folhas aconteceu-me ler somente os diálogos, sem prestar atenção à parte gráfica e quando dei por isso, tive de voltar atrás.) Contudo foi algo rapidamente ultrapassado e acabei por gostar bastante da BD. Tanto pela estória em si, que é interessante, mas também porque a parte visual é incrível. Apanhei-me a babar para os comics, pelo facto de serem realmente estupendos, com pormenores maravilhosos.
Gostei do detalhe de na BD não serem atribuídos nomes às personagens, o que torna possível uma globalização da mesma, isto é, dá a sensação que aquela personagem poderia ser qualquer um de nós. Por exemplo, a “Mãe” da BD, representa todas as mães do mundo, que são capazes de coisas impensáveis por amor aos filhos.
Em termos de personagens, gostei bastante do nosso amigo viajante com as suas peripécias, mas também do “Homem misterioso” que possui um enorme potencial. Espero ansiosamente a continuação do Voyager, para saber o que se passará entre estes e qual a verdadeira função deste último senhor.
Adorei ver os extras e perceber um pouco melhor como nasceram determinadas personagens e achei interessante o modo como se desenham em 3D as naves.
Em suma, só posso dar os parabéns ao talentoso Rui pelo brilhante trabalho e a todos os seus companheiros.

Avaliação: 4/5 (Gostei bastante!)

45 Dias de Desafios Literários - Dia 3: Livro Subvalorizado

Este não foi um livro fácil de eleger e por muito que pensasse, o único volume me vinha a cabeça era “O memorial do Convento” de José Saramago, como a nossa amiga p7 escolheu.

Escolho este volume porque existe muito preconceito para com o mesmo e não me vejo livre de culpas, pois também eu comecei o livro reticente se ia gostar dele. Por um lado, porque as obras dadas na escola, nem sempre eram uma boa experiência e por outro, porque o gosto pela literatura tinha-me nascido há poucos meses.
Parti para a leitura, tentando não ligar às vozinhas que me diziam que a escrita do autor era difícil e que a estória em si não possuía grande nexo. E não é que tive uma agradável surpresa?! Foi um livro que gostei bastante de estudar e de debater nas aulas, por tudo o que o mesmo representa. Possui uma estória bastante bonita, com uma mensagem forte relativamente à Inquisição; usando aspectos verídicos; portador de personagens enriquecedoras, que nos fazem ficar agarrados ao livro até ao último virar de página. Não digo que não me custou habituar à forma de escrever do autor, pois mentiria, mas como tudo na vida, foi só uma questão de hábito e ao fim de alguns capítulos, já nem sentia tanto isso.
Assim, penso que este é, sem dúvida, o livro que merece ocupar esta categoria “Livro Subvalorizado”, por ser um livro que é bastante criticado e, por vezes, por pessoas que nem sequer leram o mesmo, mas também por ter um enorme potencial e por ter sido uma agradável surpresa.